Realizada entre 10 e 21 de novembro em Belém, no Pará, alimentando polêmicas que foram desde os preços da hospedagem até protestos e incêndio durante o evento, a Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP30) surtiu resultados promissores, em nível mundial.
A conferência conseguiu reunir 190 países em torno de 120 planos de ação climática. Mais do que isso: pela primeira vez, iniciativas voluntárias de governos, empresas e entidades foram reunidas em um pilar paralelo à agenda oficial da conferência, intitulado Agenda de Ação.
Organizada em seis eixos temáticos — como energia, florestas, agricultura e cidades — a agenda alternativa representa um avanço no esforço global de acelerar a implementação de medidas já previstas no Acordo de Paris. Um dos exemplos de destaque dela inclui o plano de proteção de terras, que teve adesão ampliada e previsão de novos aportes entre US$ 1,5 e US$ 2 bilhões.
As iniciativas foram avaliadas a partir de 12 alavancas que orientam o que precisa ser destravado para garantir eficácia, como financiamento, aceitação pública e regulação local. O Brasil, por sua vez, anunciou a demarcação de terras indígenas como parte do compromisso. Segundo a presidência da COP30, os planos seguirão como base para futuras conferências.
*Com informações da Agência Brasil

