Com o objetivo de evitar que o adolescente investigado pela morte do cão Orelha deixe o Brasil antes do fim do processo, a Polícia Civil de Santa Catarina pediu à justiça a apreensão do passaporte do suspeito.
A Polícia Federal foi comunicada a respeito do pedido e o Ministério Público (MP) se manifestou favorável à medida. A intenção é garantir que o acusado esteja à disposição da justiça enquanto o caso segue sob investigação.
A agressão ao animal, que morreu no dia 4 de janeiro, aconteceu em Praia Brava, Florianópolis. As autoridades analisaram mais de mil horas de imagens de 14 câmeras de segurança e ouviram 24 testemunhas. Embora não haja gravações do momento do ataque, as imagens ajudaram a traçar os movimentos do investigado.
A investigação enfrenta divergências entre o MP e a Polícia Civil, referentes a possível participação de adolescentes em atos infracionais análogos a maus-tratos contra animais. Na última sexta-feira (6), o Ministério Público afirmou que há lacunas relacionadas ao caso, e que pretende requisitar diligências complementares para esclarecer todos os fatos.
A Polícia Civil também apura suspeitas de coação e ameaças a testemunhas, envolvendo familiares de adolescentes suspeitos e um porteiro do condomínio onde eles viviam.

