Iniciadas na última sexta-feira (6) em Milão-Cortina, na Itália, as Olimpíadas de Inverno de 2026 já contam com um aspecto negativo garantido no pódio do evento, que vai além do esporte: por conta do impacto das mudanças climáticas, 85% da neve utilizada nas competições será artificial.
Os dados são do Instituto Talanoa, organização independente e sem fins lucrativos, dedicada à política climática. Para garantir a realização das provas, os organizadores vão produzir 2,4 milhões de metros cúbicos de neve, num processo que exigirá 946 milhões de litros de água, volume suficiente para encher um terço do Maracanã.
O uso de neve artificial tem crescido desde Sochi 2014, onde foi usada em 80% das competições. Em Pequim 2022, esse índice chegou a 100%. A operação nos jogos de 2026 envolve mais de 125 canhões de neve, instalados em regiões como Bormio e Livigno, apoiados por reservatórios construídos em áreas elevadas.

