Dia 3 de março de 2026. Universidade de Essex, nas proximidades de Londres. Vitória Figueiredo Barreto, de 30 anos, usava casaco escuro, suéter de gola alta azul, calça jeans de cor clara e um tênis preto, além de carregar uma bolsa branca de ombro com a frase “People over profit”, que em português significa “Pessoas acima do lucro”, expressão que coloca o bem-estar humano, social ou ético acima do ganho financeiro.
Era por volta das 13h, no horário local, quando ela foi vista pela última vez, segundo informações da polícia de Essex. A psicóloga cearense embarcou em um ônibus, na última terça-feira, descendo 30 minutos depois na região da marina de Brightlingsea, em Colchester.
No Brasil, a mais ou menos 8.000 km de distância, a amiga Fernanda Silvestre Costa, que também é psicóloga e mora com Vitória na cidade de Fortaleza, no Ceará, recebeu no celular um alerta de emergência enviado pelo iPhone da amiga – os aparelhos estavam pareados. Era o último sinal de localização do telefone de Vitória, que indicava uma posição no mar. Dali em diante, o destino da brasileira não é mais conhecido.
A polícia de Essex está investigando o desaparecimento. Em nota, o Ministério das Relações Exteriores informou que acompanha o caso por meio do Consulado-Geral do Brasil na capital britânica, além de manter contato com as autoridades locais e com a família de Vitória. Amigos e familiares solicitaram reforço à polícia e demais forças de segurança, citando inclusive buscas marinhas, já que o último indício emitido pelo celular da psicóloga indicou um ponto próximo às docas, onde ela teria desaparecido.
A brasileira estava fora do Brasil desde janeiro deste ano, e pessoas próximas a ela relatam preocupação pelas baixas temperaturas registradas na região na atualidade. Por agora, a orientação é que qualquer pessoa na Inglaterra com informações sobre a brasileira ligue para o número 999 e forneça pistas para que este mistério chegue ao fim… De preferência, com um final feliz.
Vitória é uma profissional que, segundo o Conselho Regional de Psicologia do Ceará, atuava no Projeto 4 Varas, iniciativa reconhecida nacionalmente por práticas comunitárias e promoção no cuidado à saúde mental. O misterioso desaparecimento da brasileira no Reino Unido segue necessitando de respostas.

