É uma notícia preocupante: a febre do Oropouche, que apresenta sintomas parecidos com os da dengue e incluem dor de cabeça intensa, dor muscular, náusea e diarreia, pode ter até 200 casos reais para cada registro oficial.
Divulgado na última terça-feira (24), o levantamento foi efetuado por um consórcio de pesquisadores da University of Kentucky, Universidade de São Paulo, Universidade Estadual de Campinas e Fundação Hospitalar de Hematologia e Hemoterapia do Amazonas (Hemoam).
Segundo o estudo, a diferença entre casos confirmados e o número real de infecções pode ser explicada pelo acesso limitado a serviços de saúde na bacia amazônica e pela provável alta proporção de casos assintomáticos ou leves, que os pesquisadores estimam que possa ser a grande maioria dos casos da doença, uma característica até então sem evidências claras.
Nesta década foram registrados mais de 30 mil casos, com o avanço de uma variante do vírus por toda a América Latina e Caribe, dado que, de acordo com a pesquisa, indica uma subnotificação notável de todos os serviços de saúde da região.
Especialistas alertam que, além do ciclo silvestre já conhecido, há registros recentes de transmissão em áreas urbanas, inclusive em capitais, o que aumenta a preocupação com a expansão da doença.
A transmissão relacionada à febre do Oropouche ocorre por meio da picada do mosquito Culicoides paraensis, conhecido como maruim ou mosquito-pólvora, comum em regiões tropicais. A presença do inseto amplia o risco de disseminação da doença.
A doença já infectou 9,4 milhões de pessoas na América Latina e Caribe, sendo 5,5 milhões no Brasil, indicando ampla circulação e possível impacto maior à população.
*Com informações da Agência Brasil.

