Quem já passou dos 40 ou é até mesmo um pouco mais jovem, certamente escutou alguma música, teve algum disco ou assistiu a algum clipe do grupo de funk rock americano Red Hot Chili Peppers.
O que muita gente não conhece é justamente o período relacionado aos primeiros anos de existência da banda. E, nesse sentido, o documentário “A origem dos Red Hot Chili Peppers: nosso irmão Hillel Slovak” vem muito a calhar.
Com classificação etária de 16 anos e uma hora e 35 minutos de duração, o filme chegou ao serviço de streaming Netflix em 26 de março de 2026. O vocalista do grupo, Anthony Kiedis, e o baixista Flea são os principais condutores do documentário, que joga luz sobre a figura do músico israelense Hillel Slovak, primeiro guitarrista do conjunto e amigo do peito de ambos desde a adolescência.
Falecido em 25 de junho de 1988, por conta de uma overdose de drogas, Hillel ajudou a moldar o estilo dos Red Hot Chili Peppers, mas, infelizmente, não teve tempo de usufruir da fama mundial do conjunto, conquistada a partir do disco “Blood Sugar Sexy Magik”, de 1991.
A amizade entre os músicos antes da banda, os primeiros shows, o contrato com uma grande gravadora, os vícios de dois integrantes do conjunto: tudo é rememorado de forma simples e direta no filme, que surpreende ao mostrar um lado mais sério e tocante de um grupo normalmente bem-humorado e elétrico.
Hillel, que morreu aos 26 anos, parece continuar vivo na memória de seus companheiros de banda. Aliás, em várias partes do documentário, sua voz é recriada por inteligência artificial para marcar ainda mais sua presença no filme.
É possível seguir em frente, sem culpa ou remorso, depois de uma banda perder seu guitarrista fundador em uma overdose, quando o grupo seguia rumo ao melhor momento da carreira?
O documentário parece ter sido feito para tentar dizer que sim… Mas alguma coisa na voz do vocalista e nas lágrimas do baixista aponta para outra resposta. Tire suas conclusões e tenha uma boa — e reflexiva — diversão.

