Um ano após o retorno de Donald Trump à presidência dos Estados Unidos, a Anistia Internacional, que atua denunciando retrocessos em diferentes partes do mundo, emitiu um alerta sobre o que considera uma trajetória preocupante de erosão dos direitos humanos no país, oferecendo como consequência reflexos globais.
Em forma de relatório, o alerta analisa doze áreas afetadas por decisões do atual governo americano como ameaças à liberdade de imprensa, expressão e reunião pacífica, além de interferências no funcionamento de universidades, ONGs, Judiciário e sistema legal – há ainda a preocupação com o espaço para críticos, opositores e advogados.
Segundo a Anistia Internacional, o padrão repete o que já foi observado em outros países que tiveram que lidar com o enfraquecimento do Estado de Direito, numa sequência que geralmente parte da consolidação de poder em direção ao controle da informação, punição à dissidência e redução da responsabilização institucional.
Intitulado “Soando os Alarmes: Práticas Autoritárias Crescentes e Erosão dos Direitos Humanos nos Estados Unidos”, o relatório destaca que os EUA passam por um momento decisivo, que oferece impactos diretos sobre a democracia e os direitos civis.

