Anunciado ontem, quarta-feira (1), o reajuste de 55% no querosene de aviação (QAV), deverá impactar diretamente o setor aéreo, podendo limitar a criação de novas rotas e serviços.
Segundo a Associação Brasileira das Empresas Aéreas (Abear), o aumento amplia os desafios financeiros do setor e pode reduzir a conectividade aérea no país, afetando a oferta de voos e o acesso ao transporte – o combustível passa a representar cerca de 45% dos custos operacionais das companhias.
A entidade destaca que o preço do QAV segue a paridade internacional, mesmo com mais de 80% da produção sendo nacional. Vale ressaltar que isso aumenta a influência de fatores externos, como o valor do petróleo.
Na intenção de minimizar os impactos do aumento, a Petrobras informou que permitirá o parcelamento do reajuste para distribuidoras. Elas poderão pagar 18% inicialmente e dividir o restante em até seis vezes.
O aumento do combustível ocorre em meio à alta do petróleo no mercado global, influenciada por conflitos no Oriente Médio. Em março, o preço já havia subido cerca de 9%.

