Na intenção de oferecer a possibilidade de um avanço inédito na recuperação de movimentos corporais, beneficiando pacientes e familiares, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) autorizou o início de um estudo clínico com o medicamento polilaminina, que trata de lesões agudas na medula espinhal.
O estudo será conduzido por pesquisadores da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), a partir de tecnologia exclusivamente brasileira. A primeira fase da pesquisa vai trabalhar com cinco voluntários com lesões entre as vértebras T2 e T10, operados em até 72 horas após o trauma.
Divulgada na última segunda-feira (5), a liberação do remédio para a utilização na pesquisa foi tratada como prioridade pelo comitê de inovação da agência. O objetivo é acelerar pesquisas com potencial impacto na saúde pública, segundo o diretor-presidente da Anvisa, Leandro Safatle.
O medicamento é baseado na proteína polilaminina, presente em animais e humanos. Ele será avaliado quanto à segurança. O acompanhamento clínico será efetuado de forma rigorosa na intenção de detectar qualquer evento adverso.
O Ministério da Saúde financiou parte da pesquisa básica relacionada ao medicamento e classificou o estudo como um marco para a ciência brasileira. Os locais onde os testes ocorrerão ainda serão definidos.

