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“Conta Comigo”: 40 anos de um filme contrário à masculinidade tóxica

Começou a ser reexibido nos cinemas americanos, no dia 27 de março, em comemoração aos 40 anos de lançamento, o filme “Stand by Me”, que, no Brasil, recebeu o título de “Conta Comigo”.

Baseado em um livro do escritor Stephen King — nome mais associado ao terror —, o longa foi lançado em agosto de 1986, com direção de Rob Reiner.

O filme mostra um grupo de quatro garotos da fictícia cidade de Castle Rock, nos Estados Unidos, durante o verão de 1959. Eles decidem se unir em uma missão no mínimo incomum: encontrar o corpo de um menino desaparecido.

No início, a obra parece mais uma aventura infantojuvenil. Mas vai além. Ao acompanhar a jornada dos garotos por belas paisagens, enquanto conversam sobre a vida, expectativas e sonhos, o espectador percebe que está diante de algo mais profundo.

“Conta Comigo” é um filme sobre amadurecimento — o que os americanos chamam de coming of age: histórias que retratam o crescimento psicológico, emocional e moral dos personagens, geralmente na transição da juventude para a vida adulta.

Mais do que cumprir uma missão, o longa se concentra na autodescoberta e na perda da inocência dos quatro protagonistas: Gordie Lachance (Wil Wheaton), Chris Chambers (River Phoenix), Teddy Duchamp (Corey Feldman) e Vern Tessio (Jerry O’Connell).

Sem explosões, cenas de batalha, efeitos especiais ou apelos sensacionalistas, e com um orçamento de oito milhões de dólares, “Conta Comigo” arrecadou cerca de cinquenta e dois milhões de dólares e recebeu indicação ao Oscar de melhor roteiro.

O filme também impulsionou a carreira dos jovens atores, com destaque para River Phoenix, que morreu precocemente em 1993, aos 23 anos, causando grande comoção no cenário artístico.

Em artigo publicado no jornal americano The New York Times, em dezembro de 2025, ao comentar a morte de Rob Reiner, Stephen King relembrou a emoção ao assistir ao filme baseado em sua obra.

Segundo o autor, após a exibição, ele abraçou o diretor — algo que não costumava fazer — e precisou se recolher ao banheiro para tentar se recompor. No texto, King também deixa claro que aquela é a história da vida dele.

O filme pode ser assistido na Amazon Prime Video, Apple TV, Google TV e YouTube, por meio de aluguel ou compra. Mesmo com as mudanças tecnológicas e culturais das últimas quatro décadas, a força e a sensibilidade do longa permanecem atuais.

Seja para revisitar o início da adolescência ou refletir sobre o crescimento, “Conta Comigo” segue merecendo a atenção do público, 40 anos após seu lançamento. Num tempo em que afirmações como “homem não chora, não sente e não ama” ganham força entre os jovens, um filme delicado, em que “nada acontece”, pode dizer muito… Principalmente às novas gerações.

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