Em coletiva de imprensa no Rio de Janeiro, representantes do governo federal demonstraram vontade de transformar o Exame Nacional de Avaliação da Formação Médica (Enamed) em teste de proficiência para estudantes de medicina, sendo obrigatório para obtenção do registro médico no país.
A proposta necessita de aprovação do Congresso Nacional. Caso fosse aprovada, só entraria em funcionamento para edições futuras, não modificando quaisquer panoramas para os formandos de 2025.
Aplicado no segundo, quarto e sexto anos da faculdade, o Enamed avalia o progresso do estudante num formato que, de acordo com o Ministério da Saúde, seria mais eficiente do que uma prova única ao final do curso.
A ideia defendida pelo governo federal é de que a medida ajudaria a melhorar a qualidade da formação médica, interferindo diretamente no funcionamento de instituições com baixo desempenho dos alunos.
A proposta foi divulgada após críticas sobre o nível de ensino em parte das faculdades de medicina que passaram pelo teste. Dos 351 cursos de medicina avaliados na primeira edição do Enamed, 107 tiveram notas variando entre 1 e 2 numa escala onde o valor máximo é 5. O número de notas insatisfatórias representa 30% dos cursos avaliados.

