Na última quinta-feira, 8 de janeiro, a carta de demissão do ministro Ricardo Lewandowski chegou às mãos do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A decisão de deixar o Ministério da Justiça e Segurança Pública foi tomada por motivos pessoais e familiares, segundo Lewandowski.
A pasta foi assumida por ele em fevereiro de 2024, logo após se aposentar do Supremo Tribunal Federal (STF). Depois de quase dois anos à frente do ministério, o novo responsável será o secretário-executivo Manoel Almeida, de forma interina.
Entre os destaques da gestão Lewandowski estão o andamento da demarcação de terras indígenas, firmando 12 decretos de homologação entre 2024 e 2025. Também vale ressaltar o investimento de mais de R$ 150 milhões em câmeras corporais para policiais.
O próprio ex-ministro destacou também a questão dos avanços no controle de armas, com mais de cinco mil armas e quase 300 mil munições colocadas fora de circulação, além de ações como o Celular Seguro e o Município Mais Seguro.
Com a saída de Lewandowski, abre-se espaço para um novo ministro à frente da pasta, que deverá enfrentar grandes desafios – por exemplo, a tramitação da PEC da Segurança Pública no Congresso Nacional.

