Na última terça-feira (17), o presidente do Peru, José Jeri, perdeu o cargo a partir de uma moção de censura aprovada pelo Congresso daquele país. Por 75 votos a favor e 24 contra, Jerí deixou de ser chefe do Congresso e presidente dos peruanos.
O fato motivador da saída foi a ocultação por parte de Jeri de várias reuniões com um empresário. Ele agora se junta à lista de mandatários, tanto eleitos quanto sucessores, que tiveram que abandonar o cargo no Peru, país que possui uma das economias mais estáveis e de maior crescimento da região.
Jerí assumiu em outubro de 2025, substituindo Dina Boluarte. Ela foi destituída, acusada de corrupção, e havia substituído o presidente eleito Pedro Castillo, que foi destituído por acusações de promover um golpe de Estado.
Diferente do impeachment, que precisa uma maioria qualificada de 87 votos na legislatura de 130 membros, a moção de censura exigia apenas uma maioria simples de 66 ou menos – se houvesse menos parlamentares presentes.
O presidente e seus aliados políticos argumentaram que ele deveria passar por um impeachment e não uma moção de censura. Mesmo assim, Jerí declarou que respeitaria o resultado da votação da moção de censura, e agora, está fora da presidência.

