Na última quarta-feira (18), o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, encerrou uma investigação que apurava suspeitas de coação no curso do processo e de obstrução de investigação atribuídas à ex-deputada federal Carla Zambelli, do PL de São Paulo.
Na decisão, Moraes acompanhou a manifestação da Procuradoria-Geral da República (PGR), que concluiu não existir, até o momento, base probatória suficiente para apresentação de denúncia pedindo assim o arquivamento.
A apuração havia sido instaurada em junho do ano passado após Zambelli afirmar, em entrevista, que havia deixado o Brasil e desejava permanecer nos Estados Unidos para tentar asilo político junto ao governo do presidente Donald Trump.
Zambelli também confessou que usaria o “mesmo modus operandi” do ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro, também do PL de São Paulo, citando a questão da prática de condutas ilícitas. O inquérito foi iniciado antes de Zambelli ser presa em Roma, na Itália, em julho do ano passado.
Depois da fuga para o país europeu e o encarceramento, o governo brasileiro solicitou a extradição da deputada para o Brasil. A decisão final sobre esse processo será tomada durante uma audiência a ser realizada pela Justiça italiana, provavelmente, nas próximas semanas.

