Lançado na última quinta-feira (19), o mais recente relatório da Fundação SOS Mata Atlântica demonstra que a qualidade da água dos rios da Mata Atlântica permanece precária, com apenas 3,1% dos pontos avaliados considerados bons.
Foram analisados 162 pontos em 128 rios, em 86 municípios de 14 estados ao longo de 2025. Nenhum local atingiu nível de qualidade considerado ótimo, o que oferece um cenário de consequências negativas para o abastecimento, a saúde e o meio ambiente.
A maioria dos pontos (78,4%) foi classificada como regular, enquanto 15,4% estão em situação ruim e 3,1% em condição péssima, indicando níveis críticos de poluição. Na comparação com o período anterior, houve queda nos pontos com boa qualidade e aumento nos classificados como ruins, reforçando a estagnação do cenário.
Segundo o coordenador da causa Água Limpa da Fundação SOS Mata Atlântica, Gustavo Veronesi, a pesquisa mostra um cenário de estagnação em um patamar que há anos já é considerado preocupante.
“A predominância da qualidade regular revela que a maioria dos rios está sob pressão constante da poluição. Sem mudanças estruturais, o país continuará convivendo com rios degradados e, consequentemente, com riscos crescentes para toda a população”, resume Gustavo.

