quinta-feira, abril 3, 2025
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Operação policial no Complexo da Penha deixa feridos no Rio

Uma operação conjunta das polícias Militar e Civil do Rio de Janeiro deixou quatro pessoas feridas na manhã desta terça-feira (3), no Complexo da Penha, zona norte da cidade. A ação, denominada “Operação Torniquete”, foi conduzida pela Delegacia de Repressão a Entorpecentes (DRE), Polícia Militar e o Grupo de Atuação Especializada de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público.

De acordo com as autoridades, o objetivo era cumprir mandados de prisão e busca contra traficantes ligados ao Comando Vermelho (CV). Em nota, a polícia afirmou que os alvos são suspeitos de comandar roubos de veículos e cargas para financiar a facção, incluindo a aquisição de armamentos e o pagamento de benefícios a familiares de integrantes presos. O Complexo da Penha é apontado como uma base estratégica para a organização criminosa.

As investigações contaram com a colaboração de policiais civis dos estados do Pará e do Ceará, devido à migração de líderes do crime organizado dessas regiões para o Rio de Janeiro.

Feridos e impactos locais

Durante o confronto, quatro pessoas foram atingidas por tiros. Três delas receberam alta médica no Hospital Estadual Getúlio Vargas, enquanto uma jovem permanece em estado grave.

A operação também causou transtornos à rotina da comunidade. A Secretaria Municipal de Educação informou que 16 escolas suspenderam atividades, enquanto postos de saúde ficaram fechados. A Rio Ônibus anunciou desvios em oito linhas de transporte coletivo que atendem a região.

Repercussão e críticas

A Comissão de Defesa dos Direitos Humanos e Cidadania da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) demonstrou preocupação com os desdobramentos da operação. Em nota, a comissão destacou o impacto negativo sobre os moradores do Complexo da Penha, incluindo interrupções de serviços básicos e o fechamento de vias.

“Embora o combate ao crime organizado seja essencial, é inadmissível que essas ações prejudiquem profundamente as comunidades mais vulneráveis. Reiteramos que a segurança pública deve ser conduzida com respeito às garantias constitucionais”, destacou o comunicado.

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