A possibilidade de prisão domiciliar para o ex-presidente Jair Bolsonaro ganhou novo avanço após parecer favorável da Procuradoria-Geral da República, enviado ao Supremo Tribunal Federal (STF) nesta segunda-feira, 23 de março.
A medida é considerada humanitária e prevê monitoramento integral do estado de saúde do ex-presidente. O procurador-geral da República, Paulo Gonet, afirmou que há necessidade comprovada de cuidados contínuos, diante de riscos de alterações súbitas no quadro clínico de Bolsonaro.
Atualmente com 71 anos, o ex-presidente cumpre pena de 27 anos e três meses por crimes relacionados a tentativa de golpe de Estado. Ele está detido em unidade especial no Distrito Federal, que é conhecida como Papudinha.
No dia 13 de março, Bolsonaro passou mal na cela em que se encontrava e foi levado ao hospital DF Star, em Brasília, direto para a Unidade de Tratamento Intensivo (UTI). Posteriormente, ele foi diagnosticado com broncopneumonia bacteriana bilateral, e segue no hospital, apesar de apresentar possibilidade de alta nas próximas 24 horas.
O caso relacionado ao ex-presidente e a possível mudança para a prisão domiciliar está sob análise do ministro Alexandre de Moraes, do STF, que é o relator da execução penal.

