Uma nova prisão do dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, foi determinada pelo Supremo Tribunal Federal nesta quarta-feira (4), durante a terceira fase da Operação Compliance Zero.
A investigação que levou ao encarceramento do banqueiro apura a suspeita de fraude financeira bilionária e atuação de uma estrutura voltada à vigilância e intimidação de pessoas consideradas contrárias aos interesses do grupo em que Vorcaro estava incluído.
A decisão do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), sublinha que o grupo investigado mantinha uma organização intitulada “A Turma”, que era colocada em ação para monitorar concorrentes, ex-funcionários e jornalistas, além de coletar informações consideradas estratégicas.
Há fortes indícios de que o banqueiro desejava praticar uma ação violenta contra o jornalista Lauro Jardim, colunista do jornal O Globo. Em mensagens descobertas pela Polícia Federal, Vorcaro teria decidido que, por meio de um assalto falso ou ação similar, a voz de Lauro, e consequentemente de toda a imprensa, fosse forçada a não comentar mais seus movimentos.
As investigações também mostram que o banqueiro tinha interlocução próxima com dois servidores ligados ao Banco Central, e que eles teriam fornecido informações privilegiadas ao grupo de Vorcaro.
A atuação de integrantes responsáveis por vigilância, coleta de dados e intimidação de pessoas consideradas adversárias segue sendo investigada pela Polícia Federal – isso inclui um policial federal aposentado que teria utilizado contatos e experiência profissional para captar informações sensíveis.
De acordo com estimativa do Fundo Garantidor de Crédito (FGC), os prejuízos a clientes do Master podem ultrapassar R$ 50 bilhões. O caso está sendo investigado por conta de crimes contra o sistema financeiro, corrupção, lavagem de dinheiro, organização criminosa e obstrução de justiça.
*Com informações da Agência Brasil.

