Na última segunda-feira (23), em uma cerimônia realizada no Palácio da Guanabara, no Rio de Janeiro, sede do governo, foi oficializada a renúncia do governador Cláudio Castro (PL-RJ).
A saída de Castro do comando do Executivo estadual foi efetuada um dia antes da retomada de um julgamento no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que poderia culminar na inelegibilidade do político.
O caso está relacionado à contratação irregular de cabos eleitorais por meio da Fundação Centro Estadual de Estatísticas, Pesquisas e Formação de Servidores Públicos do Rio de Janeiro, a Ceperj.
Castro deseja se candidatar ao Senado. Inclusive, declarou-se pré-candidato a senador durante o evento de despedida do cargo de governador, fazendo também um balanço de sua atuação e de suas entregas.
Por conta da pré-candidatura, ele precisaria deixar o governo do estado até o início de abril. Ao renunciar antes do prazo final, fica a dúvida sobre o andamento do processo no TSE.
Novo governador e “mandato-tampão”
Sem um vice-governador e com o presidente da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj) afastado, o presidente do Tribunal de Justiça (TJ-RJ), desembargador Ricardo Couto, assumirá interinamente o governo.
Seguindo a legislação, ele deverá organizar posteriormente uma eleição indireta para que deputados estaduais da Alerj selecionem um nome para liderar o governo naquilo que é chamado de “mandato-tampão” – que vai até a eleição do próximo governador.

