No último domingo, 4 de dezembro, países da União Europeia emitiram uma nota conjunta pedindo moderação de todos os envolvidos na crise venezuelana. O comunicado afirma que respeitar a vontade do povo é crucial no sentido de restaurar a democracia no país.
Assinada por 26 países do bloco europeu, a nota só não contou com a caneta da Hungria, país governado por Viktor Orbán, atual aliado do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.
Os EUA capturaram o presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, à força, numa operação que teria deixando 40 mortos entre militares e civis, no sábado, 3 de janeiro. O líder venezuelano foi levado para para Nova York, nos Estados Unidos, onde está preso.
Com a ausência de Maduro, a vice-presidente do país, Delcy Rodríguez, assumiu o comando da Venezuela com o apoio da Justiça e das Forças Armadas. Os EUA, por sua vez, declararam que vão administrar o país até uma nova transição de poder.
Neste domingo (4), ao falar à imprensa sobre a operação que culminou na prisão do presidente da Venezuela, Donald Trump declarou em tom de ameaça que Rodríguez poderá sofrer mais consequências que Maduro, caso não siga os direcionamentos americanos.
Trump também citou possíveis novas intervenções e reforçou o desejo de controlar a Groenlândia, território dinamarquês localizado na América do Norte.

