domingo, janeiro 4, 2026
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Venezuela é atacada pelos EUA e Trump diz que Maduro foi capturado

Caracas, capital da Venezuela, acordou com o barulho de bombas neste sábado, 3 de janeiro de 2026: de acordo com o presidente Donald Trump, em declaração feita nas redes sociais, os Estados Unidos realizaram um ataque ao país que incluiu a captura do presidente Nicolás Maduro e a esposa.

O presidente e a primeira-dama teriam sido retirados da Venezuela, mas seus destinos não foram informados. Segundo Trump, o ataque, realizado por volta das 3h da manhã, foi bem sucedido.

Pelas redes sociais, moradores de variados bairros de Caracas ofereceram relatos sobre pânico nas ruas, falta de energia elétrica e aeronaves nos céus – alguns vídeos postados também filmaram instalações militares aparentemente bombardeadas, com a presença de muita fumaça.

“Os Estados Unidos da América realizaram com sucesso um ataque em larga escala contra a Venezuela e seu líder, o presidente Nicolás Maduro, que foi capturado e levado para fora do país juntamente com sua esposa”, escreveu Trump nas redes sociais.

O presidente dos Estados Unidos também confirmou que haverá uma coletiva de imprensa ainda neste sábado, às 11h, em Palm Beach, na Flórida.

Venezuela convoca mobilização e luta armada

O governo venezuelano confirmou o ataque ao país e declarou que as forças sociais e políticas da Venezuela estão sendo mobilizadas. Por meio de um comunicado, foi divulgada a implementação de um decreto que oficializa o estado de Comoção Exterior na intenção de proteger o povo e manter as instituições funcionando – o decreto também faz alusão direta à luta armada.

Em pronunciamento à rede pública VTV, a vice-presidente da Venezuela, Delcy Rodriguez, afirmou que desconhece o paradeiro do presidente Nicolás Maduro e, por isso mesmo, pediu que os Estados Unidos forneçam uma prova de que ele está vivo.

Em mensagem de vídeo divulgada hoje, o ministro da Defesa da Venezuela, Vladimir Padrino, pediu a condenação dos Estados Unidos pelo ataque considerado por ele como “vil e covarde”

“Elevamos nossa mais veemente denúncia à comunidade internacional e a todas as organizações multilaterais para condenar o governo dos EUA pela flagrante violação da Carta da ONU e do direito internacional”, declarou.

EUA x Venezuela: o início das tensões

A pressão dos Estados Unidos sobre a Venezuela se intensificou a partir de agosto de 2025. O aumento para US$ 50 milhões na recompensa por pistas que pudessem transformar a prisão de Maduro em realidade foi divulgado junto de um aumento considerável da presença militar americana nas proximidades do Caribe.

O objetivo inicial da aproximação dos EUA era o combate ao narcotráfico internacional. Porém, com om passar dos dias, a versão de que o intuito real era a retirada de Maduro do poder foi ganhando força.

Numa conversa por telefone entre Trump e o presidente da Venezuela, em novembro do ano passado, Maduro teria negado categoricamente a possibilidade de deixar a presidência do país. Mais à frente, ainda no mesmo mês, novos movimentos militares dos Estados Unidos na região foram oficializados, e a situação seguiu sem solução, culminando no ataque deste sábado.

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