terça-feira, abril 28, 2026
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Jeff Buckley e suas lindas canções desconhecidas ganham documentário

Acabou de chegar ao streaming da Amazon Prime o documentário “It’s Never Over, Jeff Buckley”. Dirigido pela cineasta americana Amy Berg, o filme, de 106 minutos de duração, é uma ótima pedida para aqueles que gostam de conhecer música de qualidade, independente do estilo.

E por que falar em “conhecer música boa”, já que o artista em questão não apareceu agora, tendo inclusive iniciado sua carreira há mais de 30 anos?

Vamos aos fatos: o cantor e compositor americano Jeff Buckley lançou, em agosto de 1994, aquele que talvez seja o disco de estreia mais incrível das últimas quatro décadas, “Grace”. Menos de três anos depois, ele faleceu em circunstâncias misteriosas, o que impediu que o artista passasse a ser conhecido pelo grande público. Ao menos, até agora.

O documentário conta essa história e vai além, fazendo um resumo honesto e muito tocante da vida do músico. Desde a infância sem o pai, o também cantor Tim Buckley, que largou o filho e a namorada para viver da música, até o início profissional de Jeff, tocando em bares para 30 pessoas, o que vemos é um artista moldado pela realidade, pelo cotidiano de famílias desestruturadas e sonhos desfeitos.

O que muda o rumo dessa história é uma palavra que ultimamente tem sido usada de forma ordinária, mas que, no caso desse artista, faz todo sentido: dom

Ora lembrando os melhores momentos de Robert Plant, vocalista do grupo de rock Led Zeppelin, ora emulando as sutilezas e intensidades da cantora de jazz Nina Simone, na verdade, Jeff Buckley era muito mais do que um emaranhado de ótimas influências. Ele era um cantor único, com muito mais para mostrar, mas que foi impedido pela imprevisibilidade da vida… ou da morte.

O documentário serve tanto para quem quer conhecer uma linda e dolorida história quanto para aqueles que desejam ouvir uma música muito profunda e emocionante, com ecos de rock, jazz e folk.

Fica a dica e, confesso, fica também um sentimento de tristeza: ver alguém que se importava com o que estava cantando, e não apenas querendo fazer dinheiro e fama, indo embora sem tempo de chegar ao auge.

A morte é inevitável. Mas, para Jeff Buckley, “a vida eterna é o destino”, como diz uma de suas canções.

Louvemos o Senhor do tempo e da eternidade, então.

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