terça-feira, julho 5, 2022
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Após 10 dias de operação, FAB suspende buscas por bimotor que caiu entre Paraty e Ubatuba; família faz apelo

Após dez dias de operação, a Força Aérea Brasileira (FAB) suspendeu no último sábado (4) as buscas aéreas pelo avião que desapareceu no mar entre Paraty e Ubatuba no dia 24 de novembro. No avião estavam três pessoas: o piloto, o copiloto e um passageiro. O corpo do piloto foi encontrado no dia seguinte ao acidente, os outros dois ocupantes seguem desaparecidos. 

De acordo com uma nota emitida pela FAB, as buscas podem ser reativadas caso surjam novos indícios sobre a aeronave e seus ocupantes. 

A Marinha, por meio de nota, também informou que as operações na parte marítima agora entram em uma segunda fase, que seria de “colaboração/oportunidade”. Nesta fase, são emitidos avisos-rádio para todas as embarcações e aeronaves, civis e militares, que trafegam e sobrevoam a região. Caso seja localizado algo, eles entram em ação para verificar.

Ainda na nota, a Marinha explica que o navio hidroceanográfico Faroleiro “Graça Aranha”, realiza uma operação de levantamento hidrográfico em região coincidente com a área de busca, e permanecerá fazendo a “varredura sonar do leito submarino, buscando, simultaneamente, detectar indícios da aeronave”.

O corpo de Bombeiros segue com as buscas pelo mar. Em um comunicado, a corporação do Rio de Janeiro informou que segue empenhada no trabalho. “As equipes fazem uma varredura no fundo do mar com o uso de uma sonda Side Scan. As ações de resgate também contam com mergulhadores, motos aquáticas, botes e helicópteros”. 

Família faz apelo contra paralisação 

Pelas redes sociais, Tatiana Fogaça, esposa de Sérgio Alves Dias, o passageiro que fretou a aeronave e se encontra desaparecido, se disse revoltada com a suspensão das buscas por parte da FAB. Ela fez um apelo pedindo para que os trabalhos continuem.

“Queria pedir, por favor, que todos que tenham influência, poder e capacidade de persuasão nos ajude a pedir, a implorar, a interceder para que a Aeronáutica e a Marinha estendam as buscas e utilizem todos os recursos que elas dispõem de fato nessas buscas. Enquanto família, enquanto cidadão brasileiro a minha sensação é de que meu direito de me despedir está sendo negado”, disse.

Tatiana reclama que somente os Bombeiros tem se empenhado nas buscas, enquanto a FAB e Marinha estariam, sendo negligentes.

“Sigo perplexa e com a incapacidade de compreender como que está articulação não está acontecendo por parte do governo federal”, afirmou.

Ana Regina, mãe do copiloto José Porfirio Júnior, também usou as redes sociais para lamentar a suspensão das buscas e disse que não vai parar até encontrar o filho. “Eu tenho mais horas de buscas no mar nesse resgate que a instituição @marinhadobrasil. Pisaram sem dó no coração sangrando dessa mãe aqui”. 

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