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Café Colonial recebe Cátia de França

 * Por Samuel Assunção

A atração do programa Café Colonial da última quinta-feira, 1, foi Cátia de França. Uma das maiores referências da música regional no Brasil. Em 1979, ela lançou o disco “20 Palavras ao Redor do Sol”, conhecido mundialmente pelo advento da Internet nos anos 2000. No programa a cantora falou de todo o processo de criação do disco, que foi tocado faixa a faixa. Apresentado e produzido pelo jornalista Samuel Assunção, o programa já está no nosso podcast e a entrevista pode ser ouvida na íntegra. Confere lá!

Cátia e sua trajetória 

Nascida em João Pessoa (PB), Cátia de França é cantora, compositora e multi-instrumentista. Em mais de 45 anos de carreira, Cátia gravou seis discos e se tornou uma lenda viva da música regional brasileira. Suas canções já foram gravadas por grandes nomes da MPB, como Elba Ramalho, Amelinha e Xangai, além de ter participado de festivais de música popular na década de 60, época em que viajou à Europa com um grupo folclórico.

Versátil e estudiosa, desde menina aprendeu a dominar instrumentos como o piano, a sanfona e o violão. Mais tarde, se interessou pelos acordes de flauta e pela percussão. Chegou a ser professora de música e, em meados dos anos 70, se aventurou nas composições próprias em parceria com o poeta Diógenes Brayner. A poesia e a admiração por literatura seriam marcas de sua música a partir daí. Na época, a artista morava no Rio de Janeiro e integrava um grupo de músicos e amigos nordestinos que a ajudaram a iniciar a sua carreira.

Acompanhou Zé Ramalho na lendário turnê “Avohai”, tocando sanfona. O primeiro LP solo, o clássico cult “20 palavras ao redor do sol”, lançado em 1979, é cru e traz uma emoção rasgada, com imagens mágicas do sertão. Além de João Cabral, sua obra faz referências a Guimarães Rosa, José Lins do Rego, Manoel de Barros, entre outros. São frutos do gosto pela leitura cultivado desde a infância, algo que foi introduzido pela sua mãe, professora.

Foi parceira de palco de Jackson do Pandeiro durante a primeira versão do “Projeto Pixinguinha”, em 1980. No mesmo ano, lançou o segundo trabalho, “Estilhaços”. Em 1985, lançou o LP “Feliz demais”, com influência da música negra. Já em 1998, foi lançado o álbum “Avatar”. Nesse seu primeiro lançamento em CD, Cátia moderniza sua música com canções que parecem mantras. Em 2012, ela se debruçou sobre o ciclo da cana-de-açúcar nordestino no disco “No bagaço da cana um Brasil adormecido”. Todas as canções foram orquestradas por um coletivo exclusivamente feminino, o Camerata Arte Mulher. Foi em 2016 que, em parceria com a Natura, lançou seu mais recente trabalho discográfico, “Hóspede da Natureza”, onde trabalhou a influência de [Henry David] Thoreau e Manoel de Barros. 

Cátia também adentrou pelo mundo da literatura e das artes plásticas, escrevendo os livros “Zumbi em Cordel”, “A peleja de Lampião contra a fibra ótica”, “Falando de Natureza Naturalmente” (infantil) e “Manual da Sobrevivência”, um resgate de sua trajetória pessoal e profissional.

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