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Conheça os principais pontos do caso do dono do Porsche que matou motorista de aplicativo após colidir a mais de 130Km/H

Fernando Sastre de Andrade Filho é o condutor do Porsche que matou o motorista de aplicativo Ornaldo da Silva Viana após bater no carro dele, na madrugada de domingo (31), na Zona Leste de São Paulo, a mais de 130Km/H.

O empresário de 24 anos, fugiu do local do crime e se apresentou à delegacia somente 38 horas depois do acidente. Segundo testemunhas ouvidas pela Polícia Civil, ele dirigia em alta velocidade, tinha sinais de embriaguez, voz pastosa e estava cambaleando.

Fernando foi indiciado por homicídio com dolo eventual (quando se assume o risco de matar), lesão corporal e fuga. O caso está sendo investigado pelo 30° Distrito Policial (DP) do Tatuapé.

Confira os principais pontos do caso:

Acidente

No sábado (30), por volta das 23h, o empresário foi com seu Porsche azul 911 Carrera GTS, avaliado em mais de R$ 1 milhão, a uma casa de pôquer na Rua Marechal Barbacena, no Tatuapé, Zona Leste de São Paulo. Ele estava com o amigo Marcus Vinicius Machado Rocha, de 22 anos.

As imagens de câmeras de segurança mostram que Fernando e um amigo deixaram a casa de pôquer por volta das 2h de domingo (31). Pouco tempo depois, outras câmeras gravaram o momento em que o motorista do Porsche acelerou e bateu na traseira do Renault Sandero EXP, que era dirigido por Ornaldo da Silva Viana, de 52 anos.

A Polícia Militar (PM), que atendeu a ocorrência, informou que liberou Fernando do local do acidente após a mãe dele, Daniela Cristina de Medeiros Andrade, dizer aos policiais que levaria o filho para o Hospital São Luiz do Ibirapuera, na Zona Sul, porque ele estaria com um ferimento na boca.

Quando a PM foi ao hospital para tentar fazer o teste do bafômetro no empresário e ouvir sua versão para o acidente, não encontrou ele nem a mãe. Eles também não atenderam as ligações dos agentes. Por esse motivo, a Polícia Civil entendeu que ele fugiu.

Depoimento do dono da Porsche

Fernando se apresentou à polícia apenas na segunda-feira (1º), acompanhado da mãe e dos advogados. No depoimento, o dono do carro de luxo afirmou que trafegava “um pouco acima do limite” de 50 km/H, disse que não tinha bebido na casa de pôquer e que não dirigiu sob efeitos de álcool ou droga.

No momento da batida, Fernando relatou que “viu a luz de freio de um veículo à frente acender e, ao tentar desviar”, colidiu com ele. O empresário nega a versão da PM de que tenha fugido do local com sua mãe.

Depoimento da mãe

Durante interrogatório, Daniela Cristina contou que, ao chegar ao local do acidente, perguntou a um policial se poderia socorrer o filho até um hospital. O agente teria concordado. Em seguida, segundo o depoimento de Daniela, foram autorizados a deixar o local. Entretanto, diferentemente do que foi informado, eles não foram para o Hospital São Luiz.

Prisão temporária negada

A Justiça de São Paulo negou, na segunda-feira (1°), a prisão temporária do motorista do Porsche por entender que o pedido da Polícia Civil não atendeu os requisitos mínimos para a sua decretação. Na decisão, a juíza Fernanda Helena Benevides Dias aponta que o pedido foi sustentado apenas pela “gravidade dos fatos” e pelo “clamor público por justiça”.

Investigação

A Polícia Militar informou que vai apurar se os policiais militares erraram ao permitir que Fernando deixasse o local do acidente para ir supostamente a um hospital, o que não ocorreu. A Ouvidoria da Polícia pediu para a Corregedoria da PM apurar o caso e também quer saber se os agentes usavam câmeras corporais para pedir as imagens.

Policiais civis disseram que os policiais militares demoraram quase cinco horas para comunicar o acidente com morte na delegacia. Segundo os agentes da Polícia Civil, os PMs deveriam ter feito o teste do bafômetro no local, em vez de procurar o motorista num hospital para fazer isso.

CNH

O empresário havia recuperado sua Carteira Nacional de Habilitação (CNH) 12 dias antes do acidente, segundo a Polícia Civil de São Paulo. Ele teve a CNH suspensa em 5 de outubro de 2023 e ficou 152 dias proibido de dirigir após acumular mais de 40 pontos na carteira.

Filho do motorista

“Um sentimento de injustiça gigantesco dentro de mim”, escreveu Luam Silva, filho do motorista de aplicativo morto no acidente. O jovem ainda escreveu, em sua rede social, que fica se “perguntando porque o mundo é tão injusto de levar” seu pai e pediu que a “justiça seja feita”.

Ornaldo foi velado e sepultado no Cemitério Bonsucesso, em Guarulhos, Grande São Paulo.

*Com informações do site G1

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