segunda-feira, fevereiro 26, 2024
Com Beto Carmona
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Governo renova alerta para risco de volta da poliomielite ao Brasil

Um novo alerta sobre a volta da poliomielite ao Brasil foi feito nesta terça-feira, dia 2, durante a sétima edição do International Symposium on Immunobiologicals (ISI), no Rio de Janeiro. A doença, erradicada no país desde 1989, pode matar ou provocar sequelas motoras graves, incluindo paralisia.

Pesquisadores apontaram a baixa cobertura como principal motivo de preocupação com a paralisia infantil. Segundo o Ministério da Saúde, no ano passado, a cobertura vacinal para a doença no Brasil ficou em 77,16%, muito abaixo da taxa de 95% recomendada pela Organização Mundial da Saúde (OMS) para impedir a circulação do vírus.

– Com o processo de imigração constante, com baixas coberturas vacinais, a continuidade do uso da vacina oral, saneamento inadequado, grupos antivacinas e falta de vigilância ambiental, vamos ter o retorno da pólio. O que é uma tragédia anunciada – afirmou a presidente da Câmara Técnica de Poliomielite do Ministério da Saúde, Luiza Helena Falleiros.

Luiza Helena lembrou que sempre se diz que as vacinas são vítimas do seu próprio sucesso. “Hoje ninguém mais viu um caso de pólio. Não se tem essa noção de risco enorme, mas ele existe. E não tem milagre, nem segredo. Tem que vacinar.”

A pesquisadora citou um estudo do Comitê Regional de Certificação de Erradicação da Polio 2022, da Organização Pan-Americana da Saúde (Opas), que aponta o Brasil como segundo país das Américas com maior risco de volta da poliomielite, atrás apenas do Haiti.

Um caso recente da doença foi confirmado em Loreto, no Peru, o que aumentou a vigilância nas fronteiras. Há 30 anos, o continente estava livre de registros da doença.

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