quinta-feira, junho 20, 2024
Com Beto Carmona
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Possível tentativa de golpe de Estado expõem Bolsonaro e aliados

A casa de praia do ex-presidente Jair Bolsonaro, na Vila Histórica de Mambucaba, foi novamente alvo da Polícia Federal (PF). Nesta quinta-feira (8), a operação “Tempus Veritatis” (Hora da Verdade, em tradução livre) teve como alvo, além do ex-presidente Jair Bolsonaro, integrantes de seu governo, incluindo ministros de Estado e militares. Eles são investigados por formarem uma suposta organização criminosa para atuar na tentativa de golpe de Estado.

Na casa de Bolsonaro na Vila Histórica, os policiais apreenderam o celular de um de seus assessores, Tercio Arnaud Tomaz. Os agentes determinaram também que Bolsonaro entregasse o passaporte. “Saí do governo há mais de um ano e sigo sofrendo uma perseguição implacável”, diz Bolsonaro. “Me esqueçam, já tem outro governando o país”, disse o ex-presidente.

Por determinação de Moraes, os investigados estão proibidos de manter contato e de deixarem o país. Também precisam entregar os passaportes em 24 horas e estão suspensos do exercício das funções públicas.

Entre os alvos de busca e apreensão estavam o ex-chefe do Gabinete de Segurança Institucional (GSI) general Augusto Heleno Ribeiro Pereira, o ex-ministro da Casa Civil Walter Souza Braga Netto, o ex-ministro da Defesa Paulo Sérgio Nogueira de Oliveira e o ex-ministro da Justiça Anderson Torres.

Foram presos Felipe Martins e o coronel do Exército Marcelo Costa Câmara, ambos ex-assessores especiais de Bolsonaro, e o major Rafael Martins de Oliveira.

O presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, acabou sendo preso por porte ilegal de arma, em Brasília, no momento que os agentes cumpriam o mandado de busca e apreensão contra ele.

As investigações apontaram que o grupo formulou uma minuta, com a participação de Bolsonaro, que previa uma série de medidas contra o Poder Judiciário, incluindo a prisão de ministros da Suprema Corte. Esse grupo também promoveu reuniões para impulsionar a divulgação de notícias falsas contra o sistema eleitoral brasileiro e monitorou o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, responsável por autorizar a operação desta quarta-feira.

A PF cumpriu 33 mandados de busca e apreensão e quatro mandados de prisão preventiva no Amazonas, Rio de Janeiro, São Paulo, Minas Gerais, Mato Grosso do Sul, Ceará, Espírito Santo, Paraná e Goiás, além do Distrito Federal. Todas as medidas tiveram o aval do procurador-geral da República (PGR), Paulo Gonet.

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