Um dos maiores nomes do esporte brasileiro, e certamente o maior do basquete nacional, o atleta Oscar Schmidt morreu na última sexta-feira, 17 de abril, aos 68 anos. Ele passou mal em casa, em Santana de Parnaíba, São Paulo, e foi levado ao Hospital e Maternidade Municipal Santa Ana. Porém, mesmo sendo atendido pela equipe médica ao chegar em parada respiratória, não resistiu.
A causa da morte ainda não foi oficialmente divulgada. O corpo de Oscar passou por processo de cremação ainda na sexta-feira à noite. O atleta fazia tratamento contra um tumor no cérebro desde o ano de 2011.
Nas quadras de basquete do Brasil e do mundo, Oscar conquistou mais do que vitórias e recordes de pontuação: ele foi reconhecido como um dos maiores jogadores de basquete de todos os tempos, e principal nome na vitória histórica do Brasil contra a equipe americana, nos Jogos Pan-Americanos de Indianópolis, nos Estados Unidos, em 1987.
A família de Oscar agradeceu as manifestações de apoio por meio de uma nota, explicando que a despedida a ele ocorreu de forma íntima, num evento voltado aos parentes próximos.
Oscar iniciou a carreira profissional no basquete na primeira metade dos anos 70, finalizando-a nas quadras da equipe do Flamengo, em 2003. Participou de forma marcante em cinco olimpíadas – Moscou 1980, Los Angeles 1984, Seul 1988, Barcelona 1992 e Atlanta 1996 -, marcando um total de 1.093 pontos, o que transformou o brasileiro no maior cestinha olímpico de todos os tempos.
Apelidado de “Mão Santa” pela precisão na hora de marcar cestas, ele recusava a alcunha, reforçando que foram os treinos intensos e a dedicação profissional quase obsessiva que moldaram seu talento e sua trajetória.

