As constatações e previsões dos especialistas não são boas: o vírus sincicial respiratório (VSR) já responde por até 19,9% dos casos de síndrome respiratória grave no país e deve avançar no segundo trimestre, oferecendo risco maior para idosos e pessoas com doenças crônicas.
Dados do Ministério da Saúde mostram que o VSR foi responsável por 18% dos casos com vírus identificado no primeiro trimestre. E o pior: entre março e abril, a presença subiu, indicando tendência de alta.
Apesar de mais comum em bebês, especialistas alertam que o vírus também atinge adultos e idosos, o que não é muito comentado por conta de subnotificação. A testagem ainda é limitada, o que dificulta dimensionar o impacto real da doença.
Entre os idosos, o risco relacionado ao VSR é maior devido à queda natural da imunidade e à presença de comorbidades, como doenças crônicas, histórico de tabagismo e consumo de álcool.
Estudos apontam que idosos com VSR têm mais que o dobro de chance de internação em UTI e maior risco de morte em comparação com a influenza, reforçando a necessidade de atenção aos sintomas.
*Com informações da Agência Brasil.

