quinta-feira, julho 18, 2024
Com Beto Carmona
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Enredos inspirados por obras com indígenas, afro-brasileiros e regionalismo

A primeira noite do grupo especial, no Sambódromo do Rio de Janeiro, começou com a Unidos do Porto da Pedra, que teve como enredo Lunário Perpétuo: a profética do saber popular. A agremiação contou a história de um livro escrito em 1594, que reúne orientações sobre astronomia, agricultura, saúde, uso de ervas. Publicação mais lida no Nordeste brasileiro durante 200 anos.

A Beija-Flor foi a segunda escola a desfilar na Marquês de Sapucaí. A escola levou o enredo “Um delírio de Carnaval na Maceió de Rás Gonguila”. A história de Benedito dos Santos, que ficou conhecido como Rás Gonguila, foi contada ao público. Nascido na capital alagoana, ele afirmava ser descendente direto do último imperador da Etiópia.

O Salgueiro foi responsável pelo terceiro desfile da noite, com o enredo Hutukara, que falou sobre o povo Yanomami. A cultura indígena também foi tema do desfile da Grande Rio, a quarta a pisar na avenida do samba. O enredo Nosso Destino É Ser Onça abordou a mitologia tupinambá. A quinta apresentação foi da Unidos da Tijuca. Suas cores, azul e amarelo, deram vida ao enredo O Conto de Fados.

Atual campeã, a Imperatriz Leopoldinense encerrou a programação do primeiro dia. A agremiação levou para a Sapucaí o enredo baseado na obra ficcional O Testamento da Cigana Esmeralda, do poeta pernambucano de cordel Leandro Gomes de Barros. Intitulado Com a Sorte Virada pra Lua, segundo o testamento da cigana Esmeralda, a escola explorou o imaginário em torno do universo cigano

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